Banco de DNA ajuda a solucionar crimes em São Paulo

dnaUma reportagem veiculada esta semana pelo Jornal Nacional mostrou um caso inédito do uso da tecnologia do DNA para reconhecimento de criminosos no Brasil. Comparando o material biológico recolhido na cena de um assalto, a polícia civil de São Paulo descobriu que uma mesma pessoa tinha participado de vários crimes nos últimos 4 anos.  De acordo com a matéria, o criminoso foi identificado por meio da comparação de amostras genéticas colhidas nas cenas de diferentes assaltos acontecidos em 2013. Os materiais foram armazenados no banco criminal de DNA da polícia científica paulista - que possui 1.750 perfis genéticos - e permaneceram guardados por 4 anos até que, em abril deste ano, ajudaram a descobrir o nome da pessoa que havia cometido todos os crimes que estavam sendo investigados.

Cruzando informações, a polícia identificou  o dono do perfil genético armazenado e desconhecido em 2013. Identificado, o homem foi preso. Segundo os peritos entrevistados, o exame de comparação de material genético é uma prova irrefutável e de enorme importância para a solução de crimes e foi essencial  para a identificação do criminoso.

 Banco brasileiro de DNA de criminosos

 Crimes que acontecem em diferentes estados do país também já podem ser relacionados e solucionados por meio da comparação de DNA. O reconhecimento de criminosos por essa tecnologia é possível no Brasil graças a uma iniciativa do senador Ciro Nogueira (PP/PI) que é autor de um projeto, que se converteu em lei (nº 12.654), para criar o Banco Nacional de DNA de Criminosos e autorizar a coleta de material genético em caso de crimes hediondos e violentos. A lei permite que condenados por crimes contra a pessoa, como homicídio, extorsão mediante sequestro e estupro, tenham seu material genético armazenado no banco nacional de DNA que fica à disposição da justiça para ajudar na solução de crimes. Suspeitos também podem ter o material biológico recolhido por determinação judicial.

As policias e autoridades judiciais podem consultar os dados - abastecidos pelas perícias oficiais dos estados - e ter acesso rápido às informações retiradas de vestígios genéticos deixados em situações de crime em todo o país. Para Ciro, o uso da técnica do DNA ajuda não só no combate à crescente criminalidade, mas também evita a reincidência de crimes.

 “Esse tipo de técnica é usado com sucesso em mais de 40 países. É uma tecnologia rápida para a solução de crimes violentos, na sua maioria praticados por indivíduos reincidentes, já condenados pela Justiça. Nesse sentido, as investigações policiais e as decisões judiciais se tornarão mais seguras com o exame de DNA”, destacou o senador ao afirmar que a lei é um marco  na luta para reduzir a criminalidade,  restaurar a segurança pública e a tranquilidade dos cidadãos.

 

 

Veja a reportagem sobre o assunto no link 

 

Saiba mais sobre a lei que criou o Banco de Perfis Genéticos no Brasil: