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Com deputados americanos, Ciro busca experiência sobre o uso do exame de DNA
Quarta-feira, 03 de Agosto de 2011, (18h18).Última atualização em Quarta-feira, 03 de Agosto de 2011, (18h21).
Deputado David Reichter relata caso de serial killer que matou por 20 anos
Foram quase 20 anos perseguindo um serial killer que matou uma centena de pessoas. Em um relato impressionante, o deputado americano David Reichter contou ao senador Ciro Nogueira sobre a perseguição a um assassino que só pôde ser identificado com a utilização da técnica do exame de DNA. No encontro com o senador, o deputado disse que o exame de DNA foi o único meio para a descoberta do assassino, mas que muitas vidas foram perdidas porque o exame ainda não existia na época das primeiras mortes. Reichter era um dos detetives que conduziram o caso. Segundo ele, o número de vítimas chegaria a, no máximo, dez pessoas caso a identificação genética tivesse sido utilizada.
O envolvimento com as famílias e o desgaste emocional que vivenciou, segundo ele, foram muito marcantes e acabaram revelados em um livro chamado Perseguindo o Diabo (Chasing The Devil). No livro, David Reichter fala sobre a dor das famílias das vítimas, do envolvimento emocional das pessoas que trabalharam no caso e, principalmente, dos sentimentos e questionamentos pessoais que experimentou durante os 20 anos em que trabalhou para descobrir o responsável pelas mortes em série. O dinheiro da venda do livro é todo doado para filhos de viciados em drogas.
“É uma dor que nunca acaba, mas saber detalhes e ter o crime solucionado ajudam muito aos familiares tratarem as dores. Familiares de vítimas são aliados importantes. Outros grandes aliados são os inocentados pelo exame de DNA, são eternamente gratos ao processo de identificação e ajudam muito na luta para aprovação de melhoria da legislação,” contou o deputado.
Reichter enalteceu a iniciativa de Ciro de apresentar o projeto que estabelece a coleta de DNA de criminosos condenados no Brasil e elogiou a seriedade do senador em pesquisar os passos daqueles que já possuem o sistema.
Sensibilizado, Ciro disse que "gostaria que mortes sequenciais pudessem ser evitadas com o uso do exame de DNA." Acrescentou, ainda, que "é preciso buscar formas legais para contemplar direitos primordiais como o direito à segurança e à vida que são benefícios que toda a sociedade deseja receber.”
Deputado Adam Schiff dá sugestões
Ciro reuniu-se, também, com o deputado americano Adam Schiff. O parlamentar demonstrou satisfação ao saber que o Brasil caminha para a adoção do sistema de identificação genética de condenados por crimes violentos.
De acordo com Adam Schiff, o grande sucesso da lei dos bancos de DNA nos EUA foi conseguir esclarecer muito bem para a população que a identificação genética inocenta mais do que condena, além de garantir a preservação da privacidade dos dados coletados. Outro ponto importante foi o direito de que a amostra de DNA seja excluída do sistema caso o réu se comprove a inocência do acusado.
O deputado revelou que uma dificuldade enfrentada no compartilhamento das informações genéticas é o fato de nem todos os países analisarem a mesma parte do código de DNA. Schiff frisou a necessidade de o Brasil observar esse aspecto, de modo a facilitar a troca de dados com outros países.
Ciro Nogueira disse haver no Brasil dogmas e mitos que precisam ser enfrentados e que a sociedade deve ter protegidos os seus direito à segurança e à vida. O senador afirmou que o não enfrentamento desses problemas tem contribuído para fazer o cidadão de bem recuar na exigência da garantia dos seus direitos
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