Notícias

Ciro visita Departamento de Justiça americano

Terca-feira, 02 de Agosto de 2011, (19h23).
Última atualização em Terca-feira, 02 de Agosto de 2011, (19h23).

Com a vice-procuradora de Justiça, o senador conheceu como é o funcionamento do banco de DNA nos EUA.


O primeiro encontro do senador foi com a vice-procuradora geral da Divisão Criminal do Departamento de Justiça americano, Mary Patrice Brown, que parabenizou Ciro pela iniciativa do projeto de lei. Ela explicou como foi a introdução do sistema de Bancos de DNA nos Estados Unidos e o seu funcionamento no país. A vice-procuradora também ofereceu apoio do Departamento de Justiça americano na transmissão de conhecimentos sobre a implementação do sistema.

“O processo de criação da identificação genética obrigatória começou apenas recolhendo amostras de DNA dos presos condenados, assim como está previsto no projeto do senador Nogueira, mas ampliou-se e hoje já são recolhidas também amostras de pessoas que ainda estão com o processo  em curso,” explicou.

Dessa forma, esses casos em análise têm o andamento acelerado. De acordo com Mary Brown, na cidade de Miami, por exemplo, 50% dos crimes violentos são solucionados com base em exames de DNA. O senador lamentou a diferença entre os índices de solução de crimes dos EUA e do Brasil.

“Nossos índices de resolução de crimes são muito baixos, eles giram em torno de 6%, o que é de fato um absurdo.”

O senador quis saber se as amostras eram colhidas apenas em cenas de crimes violentos, como prevê o projeto apresentado por ele. Mary Brown esclareceu que hoje a identificação genética é utilizada também para outros tipos de crime, como nos roubos a residências, por exemplo.  Ela contou em casos desse tipo é possível que o criminoso encontre alguém em casa e dessa forma, o que seria um furto pode tornar-se um crime violento contra a vida.

 

 

 

Procedimentos impecáveis

A procuradora também afirmou que os procedimentos para coleta do DNA são rígidos e estão listados em regulamentos. Segundo Mary Brown, para a amostra ser validada, é necessária a comprovação de que todas as regras foram seguidas. Uma das obrigações é que a comparação genética ocorra sem que os nomes dos suspeitos sejam mostrados, o que garante segurança ainda maior no procedimento. Além disso, o acesso ao banco de DNA é restrito. A procuradora ainda informou que os peritos têm currículo inquestionável e raramente algum advogado tenta desqualificá-los.

“Nove em cada dez réus aceitam a utilização do exame de DNA. Além disso, muitas vezes os suspeitos são inocentados justamente graças à comprovação genética, inclusive os que estão presos têm a possibilidade de pedir a análise de DNA como forma de defesa,” informou.

Ciro afirmou que sabe que o debate sobre o uso do exame do DNA na criminalística brasileira será extenso e disse que o assunto é prioridade no seu mandato.

“Somos um país continental, temos dificuldades, mas consideramos este projeto como um primeiro e importante passo. Temos muito o que aprender aqui, pois os Estados Unidos foram os precursores da identificação genética de criminosos  e podem nos poupar muitos equívocos,” observou.