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Cronologia de vidas perdidas - Familiares de vítimas apoiam o PLS 93/2011

Segunda-feira, 11 de Julho de 2011, (11h27).
Última atualização em Segunda-feira, 11 de Julho de 2011, (11h30).

Se existisse o 'Banco de DNA' 4 vítimas poderiam ter sido salvas

 

Cronologia de vidas perdidas 

ADNA FEITOR PORTO – 34 anos -16 de Janeiro de 2009 - 1a. Vítima

ANA CAROLINA ASSUNÇÃO – 26 anos - 16 de Abril de 2009 - 2a. Vítima

MARIA HELENA LOPES AGUILAR – 48 anos - 16 de setembro de 2009 - 3a. Vítima

NATÁLIA CRISTINA DE ALMEIDA PAIVA – 27 anos - 7 de outubro de 2009 - 4a. Vítima

EDNA CORDEIRO DE OLIVEIRA FREITAS – 35 anos - 11 de novembro de 2009 - 5a. Vítima

 

Janeiro de 2009

Adna Feitor Porto  1ª. Vítima

16 de Janeiro

O corpo de Adna Feitor, 34 anos,  foi encontrado na beira de um rio. Adna sumiu em Contagem quando saía de casa para resolver problemas ligados à empresa da família. O marido telefonou para o celular dela e notou que a mulher estava estranha ao telefone. O carro da comerciante foi encontrado, um dia depois do desaparecimento, abandonado próximo à estação do metrô da cidade. Uma semana depois o corpo foi encontrado.

 

Abril de 2009

Ana Carolina Assunção  - 2ª. vítima

16 de Abril

A empresária Ana Carolina Assunção, de 27 anos, morava em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, e ia todos os dias, com a mãe, buscar o filho pequeno na escola. Na tarde em que desaperceu, Ana Carolina telefonou para a ela e pediu que fechasse a loja e esperasse do lado de fora, pois não ia descer do carro. A mãe fechou a loja rapidamente, já estava escuro. Viu de longe, na esquina, Ana Carolina dando ré no carro e indo embora. Ela achou estranho e resolveu esperar um pouco. Acabou voltando para casa a pé e comentou com a família que a filha não a tinha esperado. Como a moça não voltava, resolveu pegar o carro e ir procurar pela filha no caminho da loja.  Sem notícias, o irmão e o marido de Ana Carolina telefonaram para o celular dela. De forma estranha, a empresária atendeu e disse que estava voltando para casa. A família telefonou de novo. Ela atendeu dizendo que não podia falar e eles escutaram a voz de uma pessoa ao lado dela. Naquela mesma noite, o carro de Ana Carolina foi encontrado às margens da Via Expressa, na Região Noroeste de BH. A empresária estava morta no banco traseiro, estrangulada com o cadarço do tênis, e o filho dormia sobre o seu corpo.

Mais tarde, o assassino disse que abordou a empresária quando ela estava dentro do carro, brincando com o filho de 1 ano e quatro meses. Antes de abandonar o veículo com a vítima dentro, ele pôs a criança no colo da mãe, já morta, fechou o carro, acionou o alarme e foi embora. O maníaco contou à polícia que a empresária implorou diversas vezes para que a vida dela e a do filho fossem poupadas.

 Os familiares da vítima ainda choram quando lembram a morte trágica de Ana Carolina.

 - Minha irmã estava com o filho de um ano e foi atacada na frente dele. Até hoje não conseguimos nos recuperar. Ele tirou a vida de uma pessoa querida, de uma mãe e nós nunca vamos esquecer isso – lamentam.

 

Setembro de 2009

Maria Helena Lopes Aguilar – 3ª. Vítima

Dia 16 de setembro

A comerciante Maria Helena Lopes Aguilar, de 48 anos, foi encontrada morta, estrangulada, dentro do próprio carro, numa área de vários motéis, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A comerciante saiu para trabalhar e nunca mais foi vista.  A família esperou por sua volta depois do trabalho e sem notícias, nem contato com a comerciante procurou a Delegacia de Desaparecidos para registrar o desaparecimento. A empresa responsável pelo rastreamento do veículo de Maria Helena foi acionada na manhã seguinte ao sumiço. O carro foi localizado. O filho da vítima, Leonardo Lopes, conta que ele e o irmão foram atrás do carro e encontraram a mãe morta antes mesmo da polícia chegar. Leonardo disse que nunca vai esquecer a cena do crime e chora ao dizer que se a polícia pudesse usar a identificação genética talvez a mãe ainda estivesse viva, pois o criminoso teria sido preso antes de cometer outro crime. Segundo a polícia, a vítima foi estrangulada com o cinto de segurança do banco de trás do veículo.

 

Outubro de 2009

Natália Cristina de Almeida Paiva - 4a. Vítima

A estudante Natália Cristina de Almeida Paiva, de 27, foi morta em 7 de outubro. Maria Aparecida de Paiva viu a filha pela última vez quando ela saía de casa, para ir à PUC, onde cursava o primeiro ano de Direito. Natália nunca chegou à faculdade. Mãe de uma menina de 3 anos e um menino de 9, morava com a mãe. Um dia depois do sumiço, a polícia localizou o carro da jovem nas imediações de uma delegacia, na mesma região. Os parentes desabaram. O veículo estava fechado, com marcas de batida e com os pertences de Natália dentro.  Na época, a família ficou dias sem dormir, nem comer, desesperada à procura de pistas do paradeiro da moça. O corpo só foi encontrado 22 dias após o desaparecimento. A ossada da moça da foi enterrada como indigente. Somente muito tempo depois, a família conseguiu reconhecer os restos mortais de Natalia.

 

Edna Cordeiro de Oliveira  - 5a. Vítima

Edna Cordeiro de Oliveira, de 35 anos, Edna Cordeiro sumiu à noite depois de sair do trabalho. Segundo a família, no último contato, a mulher avisou a um parente que iria para uma reunião. Depois disso, o celular teria sido desligado. Antes de voltar para casa, ela deveria passar na casa de uma amiga para pegar a filha do casal, de 15 anos. A agonia começou quando o marido ligou no celular e Edna não atendeu. A polícia foi chamada.  O carro da vítima foi logo encontrado em local próximo ao endereço da família. No veículo fechado, mas não trancado, a polícia encontrou a bolsa de Edna com documentos e dinheiro intocados. Os dois celulares tinham sumido. O corpo foi encontrado em uma estrada de terra, com marcas de estrangulamento. Segundo as investigações, ela foi enforcada pelo criminoso com um cabide de arame que tinha no carro.


ASSASSINO CRUEL

Todas as vítimas desapareceram na mesma região e tinham características semelhantes: eram magras, morenas e de cabelos compridos. Todas foram estupradas e depois estranguladas. As vidas dessas mulheres  foram ceifadas por um serial killer que ficou conhecido como o Maníaco de Contagem.  Utilizando o mesmo padrão de abordagem e comportamento, Marcos Antunes Trigueiro, de 31 anos, se aproximava de mulheres bem sucedidas e bonitas.  A crueldade com que ele estuprou e matou suas vítimas assustou a polícia que o classificou como "indivíduo frio, cruel e sem emoção”. O homem confessou os crimes, está preso aguardando julgamento e sua pena pode chegar a 50 anos.