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Ciro defende o fim da reeleição e voto distrital
Segunda-feira, 04 de Abril de 2011, (12h14).Última atualização em Sexta-feira, 08 de Abril de 2011, (10h55).
O fim da reeleição para o executivo (presidente da República, governadores e prefeitos) e a favor do voto distrital, com a eleição dos mais votados para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. Estes são os dois principais pontos defendidos pelo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no tocante à Reforma Política em discussão no Congresso Nacional. E foi exatamente o que ele colocou, nesta segunda, dia 28, durante debate promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí, sobre o tema.
A postura do senador piauiense contra a reeleição se baseia na desvantagem dos candidatos em relação àqueles que pleiteiam, no exercício de um mandato executivo, uma nova eleição para o cargo.
“O estudo do instituto de pesquisas Gallup revela que um candidato à reeleição parte com uma vantagem inercial de 30% sobre seus adversários. Ora, isso joga por terra a ideia de isonomia que é essencial para as eleições”, afirmou Ciro Nogueira.
Ao defender a adoção do sistema distrital ou majoritário para as eleições de deputados e vereadores, Ciro Nogueira disse que o cidadão comum não compreende como no sistema proporcional vigente um candidato com menos voto possa ser eleito em detrimento de outro que obteve mais votos nominais.
Outro ponto defendido por Ciro Nogueira é a coincidência dos mandatos. Mas o senador considera que é preciso fazer com que essa alteração passe a valer apenas para as eleições subsequente às que virão, sob pena de haver risco de casuísmo político.
"Acredito que estes são pontos que a sociedade ainda vai demorar a compreender e iniciativas como esta são muito importantes para esclarecimento desta reforma que considero fundamental para aperfeiçoamento do processo político. As pessoas ouvem muito falar, por exemplo, em voto de lista fechada, proposta pela qual o partido definde os nomes dos candidatos a deputado (federal e estadual) e a vereador, cabendo ao eleitor tão-somente homologar essa escolha votando no partido político. Os defensores dessa proposta consideram que isso facilitaria o financiamento público e eu, particularmente, sou radicalmente contra. Sendo eu contra o financiamento público de campanha, também sou contrário ao voto de lista fechada, que a meu ver não fortalece os partidos e são dois pontos que jamais a sociedade aceitaria", concluiu.
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