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Ciro é a favor de fim de visitas íntimas para presos envolvidos com crime organizado

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, (11h50).
Última atualização em Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, (11h50).

Em ação recente da Polícia Militar do Rio de Janeiro, foi preso o traficante Nem, apontado como chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha. Autoridades do Rio de Janeiro já requisitaram a imediata transferência do traficante para um presídio de outro estado, tanto para maior segurança, como para evitar a possibilidade de Nem continuar a comandar o tráfico de dentro do presídio, fato que não é incomum no Brasil.

Na última sessão da Comissão e Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (16), foi discutido o PLS 280/2011 de autoria do senador Pedro Taques (PDT-MT). A proposta do senador matogrossense prevê que detentos submetidos ao regime disciplinar diferenciado não possam receber visitas íntimas. Taques argumenta que escutas autorizadas pela justiça comprovam a existência do uso das visitas íntimas de namoradas e companheiras como forma do detento continuar a comandar comparsas de dentro do presídio.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que tem a segurança como uma de suas principais metas de mandato, tendo inclusive já apresentado quatro projetos de lei que concernem essa área, ressaltou seu apoio ao projeto. Para Ciro, a situação brasileira, na qual o criminoso comanda o crime mesmo depois de condenado e preso, é absurda. O senador ressalta que a medida proposta no projeto é necessária para trazer mais segurança à população brasileira, que se depara cada vez mais com casos desse tipo nos meios de comunicação.