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Projeto de lei prevê que condenados sejam obrigados a fornecer DNA
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011, (17h00).Última atualização em Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011, (18h28).
O GLOBO | O PAÍS
JUDICIÁRIO | MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
25/09
Projeto de lei no Congresso prevê que condenados e indiciados judicialmente sejam obrigados a fornecer DNA
Uma diretriz do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) define que o Ministério da Justiça teria a responsabilidade de "propor regulamentação da perícia oficial". Mas os procedimentos para casos de homicídio que a Senasp começa a criar, em parceria com os estados, esbarram na independência federativa de cada estado. É por conta disso que o governo federal não tem como obrigar o estado a incluir ou retirar a perícia da estrutura administrativa da Polícia Civil. Especialistas defendem a autonomia da perícia.
Segundo a Senasp, 18 estados têm perícias autônomas. O Rio não é um deles. Em 2005, o então deputado estadual Alessandro Molon, hoje federal, aprovou uma emenda à constituição do estado para que a perícia se tornasse autônoma:
- A associação de delegados de polícia derrubou no Supremo - conta. - Se a perícia fosse separada, conseguiria definir prioridades, saberia no que investir.
Para Ilana Casoy, especialista em criminologia, a autonomia da perícia é determinante, porque "o perito nunca deve estar a serviço do que a polícia ou o promotor acha". Mas, além da falta de autonomia, o déficit de pessoal é outro motivo para falhas:
- Existe déficit porque há estados que passam anos sem fazer concurso. Além de contratação, o investimento tem de ser em cursos de formação também - diz Ilana, lembrando que a taxa de resolução de homicídios no Rio é de 3% a 4%; em São Paulo, de 10% a 12%. - Estamos como os EUA estavam há 30 anos.
- Em Sergipe, até um ano atrás, o estado nunca tinha feito concurso para perito - diz Guaracy Mingardi, pesquisador da FGV-SP e consultor do Ministério da Justiça. - Mas, mesmo que a perícia não tenha equipamento ou pessoal para apontar a autoria, poderia se empenhar mais em descrever a dinâmica, como o homicídio ocorreu.
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Francisco Eustáquio Rabello, presidente da Adepol-MG e excorregedor de polícia, toca em outro ponto sobre a importância da perícia: o fato de que ela pode desvendar casos em que a única explicação é “bala perdida” ou “auto de resistência”: |
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